sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Navegar é preciso. Viver não é preciso

Texto escrito em agosto de 2008.
  Navegar é preciso  Viver não é preciso
 


Todos  nós temos um sonho. Isto é bom e especial. Por quê?
Porque viver é um evento inexplicável e o ser humano,  possui umas estórias fascinantes, independentes dos nossos erros e acertos, vitórias e derrotas.
Nesta reflexão,  quero dizer   que os problemas jamais vão desaparecer de nossa bela e breve existência na terra, mas a sabedoria para superá-los consiste em extrair das dores a alegria, das decepções forças, dos fracassos coragem, dos erros aprendizado e mudança de atitude,  sempre.
Difícil? É sim, e muito. Mas quem disse que seria fácil?
 
Lembro que na minha formatura como Bibliotecária, nos idos anos de 1998, fui oradora da turma. E escrevi  a seis  mãos, um texto cujo título era NAVEGAR É PRECISO... VIVER NÃO É PRECISO (Fernando Pessoa)
Hoje, dez anos mais tarde, reescrevo  este texto, agora a  oito mãos, pois a experiência de ser avó faz com que eu possa  ver a vida, com um olhar  diferente. Maroto, traquinas... desestressado e cheio de esperanças.
 
Estamos em 2008, cheguei  à conclusão  de que muita dedicação e trabalho foram  necessários para atingir  os objetivos a que me propus  para o crescimento Espiritual, Pessoal e Profissional. A cada dia, com amor e dedicação, fui galgando, avançando, retrocedendo quando necessário. Às vezes, temos de  perder  uma batalha, para ganhar a Guerra.
 Investindo sempre que necessário, nas vidas, nos amores eternos,  aqueles que jamais deixam nossos corações. Aprendendo com cada um dos colegas, dos profissionais que cruzam nosso caminho, para dar uma palavra de ânimo, fazer uma crítica construtiva e assim, aprendendo novamente, reaprendendo, aproveitando os momentos quando possível, rindo e chorando, mas avançando sempre. A vida não pára (ainda bem).
Escola Adventista de Curitiba -festa do dia da Vovó 2014 - Foto de Pierre Passot
 
Percebi  que os investimentos têm aumentado, proporcionando melhoria na qualidade da vida, na segmentação do conteúdo do coração, na atualização das notícias boas, e, em seu espaço  físico (agora  ampliado, com alguns quilinhos a mais) devido às mudanças e remanejamentos  dos anos.
 
 Por isso, além de ter avançado em uma grande escala, (de anos vividos) ainda posso me considerar  privilegiada por ser e fazer parte das daquela estatística admirável das pessoas com mais de 50 anos que voltaram a estudar, e a se RE – preparar para a  nova vida  pós – cinqüentenário  e assim, lá vou eu para uma Universidade das mais  conceituadas  da Europa, fazer Mestrado em Ciência da Informação e Bibliotecas. École Nationale de Sciences de Information et dês Bibliothèques – Villeurbanne – Lyon – France
Minha Formação inicial na Universidade Federal do Paraná, no curso de Biblioteconomia, as formações no Centro de Línguas da Universidade Federal do Paraná cuja coordenação da maravilhosa Professora Lucia Cherem, sempre presente, motivando, incentivando, abrindo caminho e insistindo no idioma francês. O apoio de pessoas incríveis que surgirão em meu caminho profissional, chefes de bibliotecas pelas quais passei colegas que trabalharam comigo e me ajudaram muito. A bolsa de estudos da Aliança Francesa, curso noturno, também  agrega um imenso valor  a esta trajetória.
Estou   iniciando um Novo Tempo,  e não posso ignorar que é um momento privilegiado, porém complexo, mas irreversível. (Agora vai...)
 Um intercâmbio entre bibliotecários, entre Universidades, a troca do conhecimento é um avanço da nossa Era Tecnológica, Sabemos que esse avanço tecnológico nos oferece facilidades.  É inquestionável o aspecto positivo que toda a moderna tecnologia proporciona às pessoas. Os meios eletrônicos  hoje se transformam  em ferramentas de trabalho, viabilizam o  acesso rápido às informações, inúmeras possibilidades de interação com outras pessoas, infindáveis disponibilidades de pesquisa em todos os campos do conhecimento humano, acesso ás informações de utilidade prática e muitos outros facilitadores da vida moderna. Estamos, pois navegando por mares nunca dantes navegados.
Se navegar é preciso, vou buscar agora,   através da atualidade de nosso universo,  uma nova conotação que se torne  sinônimo de grandes  descobertas por mares desconhecidos, com a finalidade de adquirir novos conhecimentos e informações importantes e urgentes.
“Navegar é preciso, viver não é preciso”. Aceito  o aspecto dúbio da palavra PRECISO. Podemos entendê-la como verbo ou como adjetivo. Como verbo, a palavra nos convida a ação, nos convida a participar do movimento constante e renovador da vida.
Por  isso, (brincadeiras á parte)  estamos TODOS  conscientes da necessidade das mudanças, mudanças inerentes ao coração humano, para mudar, basta acreditar. Basta acreditar e INVESTIR.   Assumir a posição e agradecer a confiança... EU AGRADEÇO A CONFIANÇA DE VOCES.
Como adjetivo a palavra  preciso nos aponta  os aspectos exatos, claros e categóricos do ato de partir, navegar, sair dos próprios domínios.
E hoje, ao escrever estas linhas, eu me identifico com o termo adjetivo. Estou  começando um novo tempo. Tenho agora a   maturidade e confiança  necessária para investir em um novo momento de aprendizado.
O    processo nem sempre será fácil e realizador, mas considero  este um período vencedor.  Afinal aprenderei  novos conceitos, viverei em outra sociedade e conhecerei outra cultura.
Quer mais  mudanças  que isto Sônia Mara?
 Assim, através da atualidade de poetas como do grande português Fernando Pessoa, de quem tomei novamente  emprestado este verso Navegar é preciso, viver não é preciso, (para fazer algumas considerações a respeito da  minha nova vida).  Este verso irá auxiliar (espero) nossos “pensares” e possibilitará  muita reflexão para aqueles que se dispõe a um pensar constante.
Desejo que cada um de nós possa fazer a leitura das diversas possibilidades que esta linguagem poética nos pode oferecer.
Porém o que importa de verdade, apesar dos avanços tecnológicos  e da globalização, que ora vivenciamos,  é nunca deixarmos de enxergar as várias e múltiplas faces da realidade a que estamos sujeitos no nosso cotidiano, das mais complexas às mais simples,  fazendo  o mais humano nos guiar  e nos orientar. Não podemos esquecer que o homem NÃO É  a  medida de todas as coisas. Temos DEUS a nos guiar, em sua infinita sabedoria. E temos também  o poder do relacionamento, da conversa ao vivo, do olhar, do toque. E, na minha modesta opinião,  há um limite nos mares navegáveis, enquanto que a vida é imprecisa, plena de mistérios e possibilidades. Com seu incomparável poder de criação, por isso, muito interessante e infinitamente bela.
        
 
        

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