domingo, 16 de julho de 2017

Biblioteca Nacional da França - Site Richelieu Lavois - A Magnifica Salle Laboustre


Com esta frase, iniciamos a terceira apresentação da série ”Estagio Profissional na França”, do qual tivemos a oportunidade de participar, por três meses, período compreendido de Janeiro a Abril 2017.
NADA é acaso, este estagio foi possível porque faz parte da trajetória profissional que construímos as duras penas, ao longo de 25 anos de carreira, e, jamais seria possível, se não tivesse havido momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e encontrado pessoas incomparáveis ao longo do caminho. 

Alcançar o sucesso profissional sempre foi e continuará sendo um desafio para todos. Na maioria das vezes, ele só aparece depois de muito esforço e de muitas tentativas frustradas.
Wiston Churchil disse uma frase que ilustra muito bem este pensamento: "o sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo".

Nosso primeiro contato com  a Biblioteca Nacional da França foi no ano de 2006 durante um Evento, do qual participamos em Paris, para o Centenário da Associação de Bibliotecários da França.  Neste ano, apresentamos um trabalho Social desenvolvido em São José dos Pinhais- PR, em uma biblioteca Comunitária da Escola Municipal Árvore dos Sapatos, em parceria com a Renault do Brasil S/A.  
Mal sabíamos, nem imaginávamos (é aqui que entram «coisas inexplicáveis», «pessoas incomparáveis»  «e aqueles momentos inesquecíveis» da frase de Fernando Pessoa. Durante este Evento, iniciava-se o processo que nos levou dois anos mais tarde,  para o mestrado  na  enssib, escola de nível superior especialmente formadora de profissionais para o “métier” do livro (bibliotecários, documentalistas, conservadores de bibliotecas, e demais ocupações relativas ao desenvolvimento destas profissões. Para informação complementar, só na França,  52%  do mercado de trabalho estão relacionados ao livro. http://www.lesmetiers.net/orientation/p1_196173/les-metiers-autour-des-livres?dossiercomplet=true


Biblioteca de  l'INHA (Institut National de l’ Histoire des Arts).


Fonte : Foto de SoniaMar Passot 2017 - Entrada da Salle labrouste 

 Fomos recebida por Madame Anne-Elisabeth BUXTORF, para fazer esta visita guiada, conhecendo também a parte que normalmente o público não tem acesso.

A  Biblioteca do Instituto Nacional de História da Arte ((Institut National d’Histoire des Arts INHA) fica no  edifício criado em 1860 por Monsieur Henri Labrouste. Possui uma magnífica estrutura e mobiliários originais, integrando os equipamentos tecnológicos os mais avançados. É o casamento perfeito do antigo com o novo e o moderno, um patrimônio histórico que associa as novas tecnologias em beneficio dos seus usuários. Esta abordagem de conservação é incrível. Esta concepção, temos, de maneira muito tímida no Brasil. As estruturas antigas são regularmente demolidas para dar lugar a novos edifícios. Por exemplo, a cúpula redonda do edifício mais antigo da Universidade Federal do Paraná , onde hoje estão os cursos de Direito e psicologia  foi completamente arrasada durante a renovação do prédio . Quem dera pudéssemos dar mais importância ao nosso patrimônio cultural e histórico, como na França. Poderíamos renova-los, recupera-los para os transmitirmos as geracoes futuras, porem guardando as suas originalidades . 
Fonte : Foto de SoniaMar Passot 2017 - o prédio onde situa-se o Site Richelieu

A Biblioteca Nacional da França e Instituto Nacional da História das Artes uniram-se criando o Site Richelieu Lavois, onde tivemos a oportunidade de passar algumas horas em função do Estagio profissional na enssib, http://www.enssib.fr/ sob a coordenação da Diretora da Biblioteca deste estabelecimento, Madame Elisabeth Noel. 
O Site Richelieu-Lavois foi o berço da Biblioteca Nacional da França, esta situada no coração de Paris.
No século   
XVII possuía vários anexos importantes como:  le Palais Mazarin, l'hôtel Tubeuf, la Galerie Mansart........A Biblioteca foi instalada na primeira metade do século XVIII.

A primeira visão para quem entra como nós, completamente despreparadas, é levarmos um choque, ao contemplar tanta arte e beleza, diante da “Salle Labrouste". Ela faz jus ao nome dado em 1936 pela imprensa “Paradis ovale.” Ou na tradução livre “Paraíso redondo” ou 'Paraíso oval'.
Esta sala é a porta de entrada para o prédio, hoje de 5 andares, que guardam o patrimônio do INHA (Instituto Nacional da História da Arte).
Fonte : Foto de SoniaMar Passot 2017 - Vista da Salle Labrouste


Toda iluminada, a luz é a característica marcante deste espaço. A iluminação vem das nove cúpulas revestidas de azulejos onde repousam em arcos de ferro ligados às dezesseis colunas que sustentam todo o conjunto. 


Fonte : Foto de SoniaMar Passot 2017 - Vista da estrutura ao alto 
Fonte : Foto de SoniaMar Passot 2017 


 As pinturas acima em tons verdes, lembra uma floresta onde a luz do sol penetrou e projeta uma claridade que permeia as arvores. Foram elaboradas pelo paisagista Alexandre Desgoffe, que expressamente colocou a representação de uma natureza verdejante, cujo objetivo é oferecer ao leitor uma sensação de paz e relaxamento, cujo efeito é de leveza, harmonia e simplicidade, e nos leva a acreditar que realmente o “quase” perfeito existe.


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